segunda-feira, 1 de março de 2010

Desigual.

E eu não sei dizer tanto de tanta coisa, é verdade.

Sei apenas dizer que quando estás perto, o sol brilha mais. Quando estás distante, ele brilha o dobro, e a luz que te tenho ilumina os meus dias cinzentos, os meus lugares e sonhos cinzentos. Sim, é isso mesmo que percebeste!, é tudo a preto e branco quando não estás.
E é o teu sorriso que fica quanto eu parto. Quanto eu parto e levo de ti o teu cheiro, o teu gosto e sabor que só de ti conheço.
Eu vou e fico. Eu vou e regresso a ti. Como a uma praia onde se quer sempre voltar.
E levo de ti nos momentos que o tempo me foge por entre os dedos, olhares que nunca vi antes. Gestos, peças, e perfumes. Partes de dias, instantes, destinos, temperaturas, evidências e sentimentos.
Levo anos de ti. Dias e fins de semana.
E nesses momentos em que te levo comigo, são semanas de sorrisos gastas pelas rodas do teu carro.
É estranho e não tem explicação. Porquê? Não sei dizer.
Eu amo-te assim.
Como explicar?, foste sorte, acaso, tiro às cegas, pim pam pum, a álea da vida em todo o seu esplendor, a desdenhar das incompatibilidades cósmicas.
Senão, como te encontrava eu se não tenho explicação para o explicar ?...

Mas o acordar ao teu lado, é mais perfeito do que andar à deriva na multidão. É ainda mais louco do que andar num carrossel e, gritar de felicidade abundante. É ainda mais louco sim.
E agarro as manhãs em que me acordas com beijinhos, como agarro os dias em que me apertas e me envolves no teu abraço. É igual.
Agarro todos os momentos em que me telefonas e me dizes que me adoras, que me amas, e que tens saudades minhas. E eu bloqueio, confesso. Faltam-me as palavras. Chego perto de ti a tremer que nem varas verdes, (parece que estou no dentista)... e até a boca me seca!

E isto é paixão, sabes ?
Fico ansiosa, como se eu fosse uma criança na noite de Natal, a abrir o seu tão esperado presente. É assim que eu me comporto.
Que eu me entrego.
É assim que eu te amo.
Sim... Eu amo-te, sabias ?

Amo-te, quando só ainda são 22h59 minutos e tu já me dizes que tens sono.
Amo-te, quando chegas a casa, ligas o computador e ficas "vidrada" no Facebook, mas depois olhas para mim, soltas uma gargalhada e argumentas que a tua vida não é aquilo.
Amo-te, só pelo simples facto de não te contentares com pouco e, em vez de um, usares 3 despertadores diferentes!
Amo-te, quando me ligas à noite e estás a ler o teu livro, e contas-me a sua história como se a soubesses de cor, e sim meu amor, com entoação que eu bem ouvi.
Amo-te, quando me cantas Mafalda Veiga sem ritmo, (não posso mentir, tu fazes de propósito só pode!)
E amo-te, do jeito mais puro e sincero.
E sei que tu sabes que sim.


E eu não sei dizer tanto de tanta coisa é verdade, mas sei dizer que te amo, a ti.

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