Fazes-me bem, sabes?Dou por mim a perguntar como é que o destino me trouxe até ti.Pego nas palavras e brinco com elas, como dizes.É tudo tão perfeito quando estás a meu lado.Os meus dias não são os mesmo sem ti.Mas fazes-me bem…sabes?
E é engraçado como me cruzava contigo na rua, te dizia bom dia, te achava piada, te mostrava simpatia, mas nunca algo mais. Nunca algo mais quando não estavas de costas, e ao balcão do alquimia.
Mas pego nas palavras, e brinco com elas. Ponho os meus sentimos nelas, ou pelo menos uma parte deles, pois alguns têm a particularidade e a teimosia de não me deixarem expô-los assim, em textos que acham banais, esses sentimentos claro.
E sim, é tudo tão perfeito quando te encostas a mim, a dizer mal da vida, das pessoas que não têm escrúpulos, que fazem da vida dos outros simples passatempos com conversas paralelas e comentários despropositados.
É tudo tão perfeito quando me dizes, obrigada. Mesmo sabendo que nunca terás de me agradecer!
(já te disse como te adoro, Sofia?)E os meus dias não são os mesmos sem ti. Porque sentem a falta do teu sorriso. E do brilho… sim. Do teu brilho.
Mas fazes-me mesmo bem. E a minha vida precisava disto. Precisa tanto de ti.
Precisava de uma volta de 360º, de paixão. Precisava de um amor novo, e do tempo guardado. Precisava de voltar a sentir amor às simples pedras da calçada. Entendes?
De abraçar o dia com as duas mão. Precisava de sentir vontade de correr pela rua fora, sem hora de voltar. Precisava de voltar a ter vontade de escrever. Sim, precisava de voltar a ter um propósito para escrever. Nunca pensei foi que fosse algo assim. Nunca pensei que o propósito pudesse ser alguém assim… Como tu.
E o meu destino levou-me há alguns anos atrás, até ti. De porta em porta. Com menos uns dentes, com menos alguns centímetros. Com menos conhecimento de vida, e menos juízo certamente.
Mas levou-me a ti com um quico na cabeça, e muita canção. E desculpa lá, mas isso é muito à frente.
E estas palavras com que te escrevo, são apenas figuras de estilo, desculpas que invento para te agarrar a mim. Para te pedir que nunca me deixes. Fazem efeito? Devo continuar a escrever?
Mas é tudo tão mais perfeito quando do nada me dizes que me adoras. Ou um simples fechar de olhos, um simples suspirar, e um simples, gosto de ti, ou um amo-te tanto.
(Já te disse como te adoro, Sofia?)O brilho que te falava, é o tal com que sorris às pessoas na rua.
É o brilho com que fazes tudo tão apaixonadamente (bem).
Com que acenas a um alguém.
É um brilho tão grande e suficientemente forte, que basta entrares por aquela porta para as velas se acenderem todas sozinhas, e o meu coração querer saltar do peito.
A minha vida pedia-te. E eu pedia-te a ti, à minha vida.
Pedia, voltar a ver desenhos animados. Sem me preocupar com a idade, como tu fazes.
Pedia que voltasse a viver a mil, como já um dia fiz.
A minha vida, essa, pedia-me tudo. E pedia-me amor. Pedia-me que desse amor, que esbanjasse amor a alguém. Pedia-me surpresas, e pedia-me que surpreendesse alguém.
Que dissesse a alguém: “ Eu amo-te. Mas eu amo-te a sério.”
E pedia-me que mostrasse esse amor a alguém.
Nunca pensei foi que esse alguém, fosse um amor tão grande, como tu.
(Já te disse como te adoro, Sofia?)E os meus dias sem ti? Não são dias. São instantes passados no vazio desse tempo. São horas desperdiçadas. Devia ser proibido desperdiçar tempo. O tempo não se perde, ganha-se.
Deixas-me ganhar tempo contigo?
Mas fazes-me bem, já to tinha contado?
Estou a falar mesmo de verdade.
Fazes-me muito mais que o sol.
Posso não saber explicar como estás hoje comigo. Mas agradeço todos os dias da minha vida. Por te ter. Por estar a ser e a sentir tudo isto. Por te amar com a intensidade com que te amo. Por seres quem és, e por me fazeres ser o melhor que posso ser.
Não sei bem como continuar este texto, porque como já te disse, os sentimentos não me deixam expô-los assim. E eu não me quero chatear com eles. Porque são eles que me fazem viver neste momento.
E a minha vida é perfeita sim! É perfeita porque tenho a melhor namorada do mundo, e porque tudo faz para me roubar sorrisos e para me ver feliz.
E os meus dias podem não ser os mesmos sem ti. Mas hoje o meu dia/noite é contigo. Já entraste por aquela porta, (já foste ao café, e já me deixaste em casa sozinha, triste só e abandonada!!!!)
Já me olhaste com esse teu olhar de quem sabe que me provoca, como que em sinal de “larga o computador que eu cheguei/agarra-te a mim se faz favor”…
Mas fazes-me bem, Sofia!
(Já te disse que te adoro?!)